sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Metáfora à utopia




Das muralhas do meu castelo
Vejo o horizonte distante
Vejo o mar… O mar salgado
Da torre ou do mirante
Atrás de ameias me escondo
Resguardo de tanta luz
Me ofusca o querer ver
A alma, a ilusão o sonho
Turva todo o meu ser

Nas muralhas do meu castelo
Ondas batem na pedra
Trazidos por marés e ventos
Batem leve, levemente
Como os meus pensamentos
Se enrolam, se espraiam
Nas areias que me cercam,
Criando rebentamentos

Me cerquei em utopia
Vão olhar no obscuro 
Aprumo sem letargia
Sem delonga m’aventuro
Mas que sempre acredito
Que no sonho estou feliz
Meu castelo tem um dito
Que me faz ledo de raiz
‘Se paro logo enferrujo’…

O sonho me fortalece, me faz ir mais além do pensamento.

04/12/2009
Karl d’Jo Menestrel

2 comentários:

Nanda Assis disse...

qlindo, poema lindoo. adorei.

bjosss...

paula barros disse...

O que seria do ser humano se não fossem os sonhos, não é mesmo?

E pelo que sei da sua vida, sei o quanto sonhar foi edificante.

No entanto sabemos que temos sonhos que são utopia, que são ilusão, mas só depois de sonhados é que vamos saber...porque também foi de sonhos considerados utopia que muito já foi realizado no mundo.

Então vamos sonhar e pensar e imaginar...deixar voar a imaginação para além do castelo.

Achei lindo, lindo!

beijos e abraços