quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Passo desencontrado…



Desacelero, acerto o passo
Avivo e marco a cadencia
Mais comprida, mais curta
Que interessa agora o compasso
Continuo a andar num passo
Moderado, como vadio
Seguindo sem rota marcada

Já nem consigo pensar
Encontro só um vazio
Porquê o passo acelerar.
Se vagueio em meu andar
Contorno esquinas e muros
Procurando no andamento
Ver-me livre do pensamento

Sem pauta, letra ou ponto
Me julgando de mansinho
Na apatia me confronto
Tentando sair de fininho
Colocando passo sobre passo
Continuar em meu caminho
Andando num contraponto
Procurando rua, que não encontro

Me doem pés de tanto andar
Estou cansado de tanto passo
Vou deter este caminhar
E deixar este erro crasso
Que não me deixa parar


Na encruzilhada, temos mapa, nos indicam caminho ou nos intuímos nos preparos antes tidos. De nada vale, molhar o dedo e sentir de que lado o vento sopra.

09/12/2009
Karl d’Jo Menestrel

2 comentários:

paula barros disse...

Oi, meu poeta preferido, achei um tanto angustiante esse passo desencontrado.

Estou escutando as músicas de Natal, essa com Simone eu adoro demais, embora não goste de Natal, e me deixe triste, vou trabalhar agora ouvindo as músicas.

E vamos acertar o passo, no compasso do coração.

beijos no seu lindo coração.

Memória de Elefante disse...

Quem procura acha e quem acha vive "se" perdendo...assim é a vida!