terça-feira, 17 de novembro de 2009

Noite escura




Sinto a noite que me rodeia,
A bruma me cega…
Oiço meus passos solitários,
No bater dos tacões na calçada
Procuro-te de viela em viela,

Procuro…
E não te encontro…

Não há lua… Só o breu…
Rodopio, ando, desnorteio
Me movo, me procuro, entorpeço.
Passo um, dois lampiões, talvez três
Não sei se quatro,
Me envolvo na bruma
Cigarro caído, olhos no chão
Passo um arco, uma arcada, mais uma rua
Nada, nem vivalma,

Procuro…
E não te encontro.

Não há magia na noite
Sinto a solidão, me apetece gritar,
Clamar pelo teu nome,
Sair da rua, voltar ao teu regaço
Vida… Quero viver.

Procuro…
E não te encontro.


17/11/2009
Karl d’Jo Menestrel

1 comentários:

paula barros disse...

É ruim o sentimento de procurar e não encontrar.

Me chamou a atenção porque você consegue colocar título nos seus poemas, eu tenho grande dificuldade.

O poema consegue passar o peso da procura.

beijo, boa noite!