sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Cacos



Cacos das fragrâncias de um tempo
São os que tenho nas mãos
São cacos meus e teus
De coisas que arrolamos
De pertences esquecidos
São cacos de nossas vidas
Coisas já passadas, não ignoradas
São lembranças, fragmentos vividos
Ilusões e Sonhos sofridos

Tento juntar alguns,
Numa recordação suprema
Uma lembrança, um tema
Encontro frustração por omissão
Procuro, nos cacos memória
Em resoluta existência me percorro
Procuro recordação do caso
Me ficam os cacos sem cor
Alegria, satisfação

Os cacos, são meus
Pertencem ao meu tempo
Lembranças que joguei fora
Não vale nada junta-los
Não se encaixam na memória
Deixemos assim os cacos
Que já viveram glória.

Novo Ano,
Volta a renovada esperança
Novos sonhos, nova vida
Se perdura o pensamento
Numa ilusão querida.

Há, os cacos!
Fazem parte do meu castelo.

O tempo nos corrige. Gritar que erramos nada vale. Nossos erros serão os eternos mestres.

01/01/2010
Karl d’Jo Menestrel

3 comentários:

paula barros disse...

O ser humano, muito deles, tem o poder incrível de juntar os cacos.
Os cacos da vida, dos erros, das lembranças, dos sonhos esfarelados, das ilusões e transformar em belos mosaícos de vida.
Ficam vidas dentro de vidas. Vidas mesmo partidas, mas coloridas.
Vidas sofridas, em cacos, formando uma nova vida.

"Há, os cacos!"
Ah! os cacos que nos formam
E montam a vida

Mesmo um caco e em caco, o ser humano tem o poder de sonhar e colorir a vida.

abraço fraterno, e um lindo dia!

Memória de Elefante disse...

"Resido no coração de todos, e de mim procedem a memória, a sabedoria e a ausência de ambas."
A partir desse momento, teremos encontrado o esconderijo da alma e o gabarito que contém o código de todos os seus infinitos acessos.

Um 2010 pleno de realizações!
Abraço e agradeço a visita e belas palavras!

tossan® disse...

Que tua alma seja o cais que nele ancore toda a emoção, ternura e criatividade nesse Ano que se inicia! Bom Ano! Abraço